segunda-feira, 8 de junho de 2009

Durante - Madeira morta

O trabalho com madeira morta (Shari e Jin) é um belo artificio para resolvermos alguns problemas em plantas coletadas na natureza. Geralmente a falta de conicidade é uma das maiores dificuldades em plantas que não receberam nenhum tipo de trabalho prévio. Nesses casos um shari ajuda a amenizar o problema.



Para exemplificar, vou mostrar um trabalho que iniciei hoje, e que depois de alguns anos poderá ter uma boa harmonia.

Este pingo de Ouro tinha 2 metros de altura. Um bom nebari, mas o tronco era totalmente reto.

Ele foi arrancado e jogado no lixo. Levei para casa, cortei ele na altura de 20cm, e esperei brotar.

Como ele havia ficado um dia no sol, um lado dele não brotou e acabou secando.

Após a brotação resolvi aproveitar o lado morto e trabalhar um shari que ajudasse na conicidade.

Os galhos Ainda terão que engrossar muito, ajudando na proporcionalidade final da estrutura.

Meu projeto é para mais 5 anos de trabalho, sendo que esta foi a primeira intervenção.


Seguem as fotos:


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pitanga



Depois de 6 anos de espera, a recompensa!!!!











Esta pitanga foi presente de um amigo muito especial, o Udo de Cascavel - PR. Um dos primeiros bonsaistas que conheci, e que ajudou muito no inicio de minha caminhada.
Não é uma pitanga dentro das proporções, mas gosto dela por sua copa densa e natural.
Meu ultimo trabalho com ela foi aredondar a copa, deixando ela mais baixa.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Serissa


Ontem recebi uma notícia que me deixou muito feliz. Minha esposa, Haiga, está grávida. Ainda não sabemos se é menino ou menina.

Mas, em homenagem a essa notícia, trabalhei uma serissa que já está nesse blog. Reestilizei ela, mudando algumas coisas e também replantei ela para o vaso.

Dei a esse bonsai o nome de "irashai", que em japonês significa "Bem-vindo".

Procurei manter o estilo "naturalistic", apesar de alguns toques clássicos.

Destaco especialmente o nebari, que tem boa formação e a textura da casca, muito comum em plantas mais velhas.

Lembro ainda que essa serissa foi presente do Grande amigo Hugo.

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Piracanta em novo vaso.

Finalmente no vaso novo.
Vaso Chinês, presente do amigo Pedro Stumm.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Serissa Foetida shohin




Essa serissa foetida foi presente do grande amigo João Carlos da União Bonsai Center de Cascavel - PR.
Era um arbusto que ele havia retirado do chão. Estava sem trabalho.
Em julho de 2008 fiz uma poda radical nela, mantendo apenas o galho da direita.
Depois que começou a brotar, passei a definir uma copa compacta e densa. A proposta era um bonsai pequeno e muito forte.
Inicialmente pensei em reduzir altura. Como ela tinha somente 3 raízes grossas, fiz um alporque para criar um nebari "melhor". Por azar ou sorte a alporquia nao pegou e a casca fechou novamente.
Após umas conversas com Walter Pall entendi que algumas coisas não devem ser mudadas. Como ele diz: "é como uma pessoa idosa que trabalhou pesado a vida toda, as costas arqueadas são parte de sua história. Não podemos apagar isso".
Então resolvi inverter a história: Ao invés de ver aquelas raízes como problema, usei elas a meu favor, fazendo uma planta muito mais interessante, com personalidade própria.
Apesar de não ser um naturalistic, algumas idéias estão presentes, especialmente no nebari.
Trabalho final com 18cm + 4cm do vaso.












quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Piracanta - nova cara

Depois de algum tempo parada, chegou a hora de dar uma "mudada" na aparência da piracanta.




O que me encomodava mais era sua forma triangular muito acentuada e sua altura.




A ultima vez que havia trabalhado nela foi em fevereiro 2008, com o Hugo de Arabutã. Na ocasição desfolhamos e retiramos os arames. Depois disso deixei ela por quase um ano crescendo livremente.




Agora, em janeiro 2009 com a presença do Vanderlei, resolvemos mexer nela. Objetivo: resolver os problemas de altura e triangulação dela, deixando-a com ar mais adulto e tranquilo.




Aproveitamos para encurtar os galhos de baixo, aredondando mais a forma dela.




Outra mudança foi o reposicionamento dos galhos. Agora eles não estão mais apontando para baixo (como pinheiro) e sim para cima, como é normal em plantas de folha.























E uma foto da brotação tirada dia 24/01/09:

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Duranta Repens por Vanderlei

Planta: Pingo de Ouro (Duranta Repens)
Altura: 25cm da borda do vaso
Origem: Yamadori
Estilo: Naturalistic / Hokidashi
Artista: Vanderlei Azevedo (Associação Catarinense de Bonsai)
Proprietario: Valdir Hobus
Descrição do trabalho:
A planta foi coletada e mantida em escorredor para recuperação. Não houve trabalho anterior. Todos os galhos são novos.
A proposta inicial do trabalho foi sair da idéia clássica de moyogi. Normalmente somos levados a buscar um estilo ao qual estamos acostumados. Esta planta tinha capacidade de fazer um moyogi clássico, porém a opção foi exatamente esta: fazer algo diferente daquilo que vemos numa primeira olhada.
Antes de qualquer trabalho de aramação ou escolha de galhos, o artista trabalhou todos os cortes da madeira a fim de produzir "uros" e "sharis" o mais naturais possíveis, sem se preocupar com o estilo da planta.
Após o trabalho de madeira, procedeu a aramação de todos os galhos, sem podar nenhum.
Somente após o termino da aramação é que se decidiu quais galhos seriam cortados e qual seria o estilo final.
De certa forma trata-se de uma inversão, sendo que normalmente escolhemos o estilo antes de qualquer coisa.
Neste caso a planta foi conduzindo o artista por caminhos desconhecidos até então.
Como proiprietário da planta, posso dizer que estou encantado com o resultado.
Uma planta natural, que me proporciona tranquilidade e força.
Vamos aguardar o artista para nos falar de sua visão futura da planta.
Espero que apreciem.